A falta de chuva na cidade de São Paulo desde o dia 5 agosto tem deixado a qualidade do ar em níveis alarmantes. Na quarta-feira, 25, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura registrou o dia mais seco do ano, com uma umidade relativa do ar a 13%, o que fez com que a Defesa Civil decretasse estado de alerta pelo terceiro dia consecutivo. A Organização Mundial da Saúde considera “inadequado” o nível de umidade abaixo de 60%, e “emergência” abaixo de 12%.
O ar seco pode provocar irritação nos olhos, nariz, garganta e pele, voz rouca, desidratação, além de aumentar o risco de transmissão de doenças como conjuntivite, desencadear inflamações nas vias respiratórias e problemas cardiovasculares.
A previsão é de que só chova nos primeiros dias de setembro. Por isso, a Defesa Civil recomenda que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre 10h e 17h, não pratique exercícios das 11h às 15h e aconselha a ingestão de bastantes líquidos para evitar desidratação. Para tornar o ambiente mais úmido, deve-se espalhar bacias com água ou toalhas molhadas pela casa, ou então utilizar um umedecedor de ar.
Para as gestantes, o cuidado pode ser redobrado em alguns casos. Foi o que fez a doméstica Simone Ribeiro, 35, moradora do Jardim Santo Antônio. Grávida de cinco meses, ela só anda pela rua com máscara e uma garrafa de água.. “Eu sentia muita falta de ar e tosse. Minha médica recomendou usar máscara umedecida com água o dia inteiro. Só tiro em casa. Estou me sentido melhor assim, minha boca arde menos. O problema ainda é com os olhos, que continuam irritados”, disse.
Outro alerta da Defesa Civil é para que as pessoas não façam fogueiras em terrenos baldios e vegetação seca, pois a baixa umidade relativa do ar pode aumentar os riscos de incêndio.
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