Desde o início deste ano, o novo salário mínimo do trabalhador brasileiro passou de R$ 545 para R$ 622, um aumento de R$ 77, o que corresponde a R$ 20,73 por dia trabalhado, durante o tempo de um mês.
Nesse mesmo período, o jornal O Estado de São Paulo apontou os salários milionários de magistrados estaduais, com destaque para os juízes do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem, a folha de subsídios do TJ-RJ mostra que desembargadores e juízes, mesmo aqueles que acabaram de ingressar na carreira, chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil, ou seja, o equivalente a R$ 1,334 e R$ 5 mil diários. Nesse último valor, o trabalhador que recebe salário mínimo teria que trabalhar oito meses para receber o valor da diária do magistrado.
Em resposta à matéria, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) disse ao jornal que a falta de magistrados é uma das razões para a os altos salários pagos a desembargadores e juízes no Estado. Os que acumulam funções recebem acréscimo de um terço do salário-base como gratificação. Segundo o desembargador, também é comum que eles vendam uma das duas férias que têm direito por ano.
No dia-a-dia do brasileiro é comum, a negociação de férias, horas extras, acúmulo de tarefas e até os famosos “bicos”, para conseguir virar o mês.
Supersalários como esses, mostram o tamanho desequilíbrio social e econômico em que vivemos, num país que, enquanto uma grande maioria luta por pequenos direitos, outra parcela goza de seus direitos, com seus ricos contracheques. |