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Notícias | Bairro
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17/05/2013
Famílias que invadiram terreno na Cursino deverão deixar a área
Por: Redação
Já existe mandado judicial para reintegração de posse, que está em fase de negociação

O clima foi tenso na reunião do Conselho Comunitário de Segurança(Conseg) Parque Bristol realizada na noite de ontem, 17. Isso porque a maioria dos presentes manifestou indignação sobre a invasão dos sem-teto ocorrida na última sexta-feira, 10, em um enorme terreno localizado na Avenida do Cursino (região Ipiranga), próximo ao CEU Parque Bristol.

O fato deixou moradores preocupados tanto com a segurança local, como também em relação à valorização do bairro, que corre o risco de ter em poucos dias mais uma grande favela entre as já existentes.

Mas esse problema parece que está perto de chegar a um final satisfatório para quem mora na vizinhança. Isso porque o capitão Horita, da 4ª CIA da PM, responsável pelo policiamento daquela área, anunciou que haverá reintegração de posse em breve e que já tem o mandado judicial para que isso ocorra.

Em resposta ao policial, o único representante do movimento dos invasores, que se identificou na reunião como membro da Associação de Trabalhadores Sem teto da Regional de SP, disse que as pessoas entraram no terreno por serem “pobres” e “sem condições de moradia”. Ele disse ainda que as lideranças vão recorrer da ação, entrando com pedido de suspensão dessa liminar.

“A PM é imparcial e legalista. Se existe essa reintegração, essa é a tratativa que a gente vai seguir e iniciar a negociação”, rebateu o capitão, informando que na manhã desta sexta-feira, 17, teria uma reunião com o oficial de justiça.

“É muito fácil defender moradia invadindo terreno bem localizado, essa questão aquisitiva e social é bem relativa. Tem áreas nas adjacências de SP que não invadem porque tudo é longe. Por que ninguém invade Engenheiro Marsilac (Parelheiros)? Porque não está perto do Centro, de tudo”, disse um morador.

 “Pobre aqui todo mundo é, mas ninguém precisa sair invadindo terra. Eu comprei meu apartamento e levei 22 anos para pagar, para isso tive que trabalhar em dois turnos. Não acho certa essa invasão”, complementou outra participante.

A maioria dos presentes, mesmo indignada com a situação reconhece também a falta de políticas públicas do governo, seja ele municipal, estadual ou federal para a questão da habitação. “Os culpados disso tudo são os órgãos públicos, muita gente não tem culpa de viver em péssima situação, mas ocupar uma área dessa forma é crime”, comentou um dos diretores do Conseg.

“Isso é crime sim, incomoda toda a população, gera insegurança, vai haver reintegração de posse e espero que seja pacífica”, disse o subprefeito do Ipiranga Luiz Henrique Girardi, que admitiu grandes problemas habitacionais na região. Em resposta às cobranças feitas pela população à regional sobre a invasão, o sub foi taxativo em dizer que a Prefeitura não tem autonomia para impedir essas ações. “O que a gente faz é ver o terreno, se o proprietário tem multas, multar se for o caso, mas nesse em especial o proprietário não devia nada para o município. Como se trata de terreno particular a prefeitura não pode fazer nada, quem tem que fazer é a polícia”, explicou o sub.

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