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Notícias | Bairro
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17/05/2013
Terreno invadido na Cursino está demarcado como Zona de Interesse Social
Por: Redação
"O proprietário deve cumprir a função social, mas não há financiamento para isso", diz o subprefeito

A ocupação de diversas famílias em um terreno localizado na Avenida do Cursino, na região Ipiranga, deixou moradores locais indignados com a situação.

O terreno, que em breve será devolvido ao proprietário através de reintegração de posse, foi motivo de discussão na última reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Parque Bristol, nesta quinta-feira, 16. Além da reclamação diante da invasão, muitos questionaram o poder público, representado na ocasião pelo subprefeito do Ipiranga, Luiz Henrique Girardi, por qual motivo, não foi tomada nenhuma providência por parte da Sub para impedir o ocorrido.

Segundo Girardi, por se tratar de área particular, não é autonomia da Prefeitura impedir a invasão e sim ela tem que fiscalizar o terreno, multar se for o caso e ver as pendências que o proprietário tem com a prefeitura. “Mas nesse caso em especial ele não devia nada para o município”, disse.

A informação gerou novo questionamento, desse vez em torno da omissão de se manter uma área ociosa por tantos anos, proporcionando assim as invasões.

Em defesa ao próprio proprietário, Girardi disse que aquele território foi transformado em ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) em 2001, ou seja, o dono do terreno não pode construir nada no local que não seja de cunho social. “Existe um projeto em andamento que abriga essa região e esse terreno estaria incluído nesse projeto. Como essa área está grafada como ZEIS, o proprietário tem que cumprir uma função de interesse social, mas em contrapartida não há nenhuma forma para financiamento que viabilize isso na prática, ou seja, como o dono do terreno vai fazer algo se ele não tem incentivo do próprio governo? “, questionou o sub.

“Então, dessa forma estamos todos engessados: a sociedade, que nada pode fazer diante de uma situação dessas e que tem que aceitar invasões em terrenos vizinhos; os próprios invasores, que não têm projetos viáveis habitacionais para eles e o proprietário do terreno, que não consegue financiamento para investimento social. Aí é complicado”, lamenta um morador.

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